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Enfermagem em Moçambique:

enfermeiros africanos, dinâmicas coloniais, e imaginários anticoloniais (1909-1975)

Sobre

O projeto exploratório pretende combinar pesquisa de arquivo e de campo em Moçambique e Portugal, comparando diferentes tipos de fontes (arquivísticas e orais), para investigar as experiências africanas no aprendizado e exercício da enfermagem durante o colonialismo português. Por meio de um estudo de caso das escolas de enfermagem para africanos em Moçambique e das trajetórias de vida de enfermeiros africanos durante o contexto colonial, o projeto investigará os processos seguidos pelos africanos para se tornarem enfermeiros, suas experiências nos espaços de trabalho e em lidar com as políticas coloniais portuguesas de segregação, e a potencial relação entre enfermagem e os movimentos anticoloniais e de libertação. A cronologia inicia-se em 1909, com o caso pioneiro no contexto colonial português ocorrido em Moçambique, com a criação da primeira escola exclusivamente dedicada a formação de enfermeiros africanos, e termina na independência, em 1975, com a reestruturação dos sistemas de saúde e da enfermagem no período pós-colonial. O projeto investigará os enfermeiros africanos em Moçambique numa perspetiva das experiências africanas em contextos coloniais para além do binarismo resistência e colaboração. ENFEMO irá explorar 3 eixos transversais:

1

Escolas de enfermagem, enfermeiros africanos e colonialismo: investiga as escolas de enfermagem para africanos em Moçambique e a trajetória de africanos que se tornaram enfermeiros.

2

Enfermagem, género e colonialismo: diferentemente de outros contextos na África Austral, onde a enfermagem foi exercida maioritariamente por mulheres (europeias e africanas), os enfermeiros africanos em Moçambique durante o colonialismo foram, prioritariamente, homens. O objetivo deste eixo é analisar a aparente excecionalidade do caso moçambicano, explorando questões transversais entre o mundo do trabalho, género e colonialismo.

3

Enfermeiros africanos e imaginários anticoloniais. O objetivo é explorar as ligações entre as experiências quotidianas dos enfermeiros africanos, as potenciais alianças de classe e a produção de perspetivas anticoloniais.

Atividades

Atividades

African Experiences of “Assimilation”: Racism, Negotiation, and Resistance in Colonial Mozambique (1917–1961)

Instituídas legalmente em 1914 e aplicadas em Moçambique entre 1917 e 1961, as classificações racistas de cidadania estabelecidas pelo governo colonial português levaram à criação da categoria do “assimilado” –

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Palestrante de Keith Barbosa intitulada: "Gênero e visibilidade: notas de experiência de uma pesquisadora sobre o fazer científico no Brasil", no Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação

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Playlist

1 Videos

Team

Matheus
Pereira

Investigator Principal
Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa)

Keith
Barbosa

Equipa 
Departamento de História da Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Carlos
Fernandes

Equipa 
Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane (CEA-UEM)

Patrícia
Marcos

Equipa 
Department of the History of Science, Technology, and Medicine. The University of Oklahoma (OU)

Kathleen
Sheldon

Consultora
Investigadora Independente

Philip
J. Havik

Consultor
Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade NOVA de Lisboa (IHMT/UNL)

Omar Ribeiro
Thomaz

Consultor
Departamento de Antropologia
Social da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Domicio Manuel
Laurentina Chongo

Investigador Associado